Saiba mais: pH
Por que H3O^+ e não H^+?
Porque o íon H^+ não existe. Como assim? Vamos explicar. Analisando o hidrogênio, vemos que, pela tabela periódica, ele é composto por um próton e um elétron. Quando falamos em H^+, consideramos a perda de um elétron. O que sobra, na verdade, é apenas um próton. Assim, o H^+ pode ser considerado um "pseudoíon".
O H^+ (ou seja, um próton) disperso na solução se junta a uma molécula de água, já que sozinho ele não consegue existir. Para fins didáticos, tanto o H^+ quanto o H3O^+ podem ser utilizados, estando corretos.
Por que o pH 7 é neutro?
Para responder essa pergunta, vamos lembrar do equilíbrio iônico e considerar o equilíbrio que ocorre na água.
A partir da multiplicação da concentração de hidroxila e hidrônio, a 25°C, é a seguinte:
[H3O^+] x [OH^-] = 1,0 x 10^-14
E por que 7? Pois é a metade de 14. Isso indica que a
concentração de íons hidrônio e hidroxila estão equilibrada, em mesmo número.
Titulação e indicadores ácido-base
Você já ouviu falar da fenolftaleína? Ela é a responsável pela cor rosa que você vê quando, em um experimento, duas substâncias incolores se encontram.
Antes de falar da titulação, vamos falar dos indicadores. O mais conhecido é a fenolftaleína. Mas existem outros - alguns você até pode fazer em casa. O azul de bromofenol, o azul de bromotimol, o vermelho de metila e o alaranjado de metila são apenas alguns exemplos. Há, ainda, os indicadores eletrônicos e os indicadores universais. Eles funcionam na base de equilíbrios íonicos, principalmente da hidroxila e do hidrônio.
O repolho roxo pode ser usado para fazer um indicador por causa de seus pigmentos, da mesma forma, a beterraba também pode ser usada
A titulação é um processo em que uma solução (titulante) é colocada em uma bureta e adicionada lentamente a uma solução com uma amostra (analito). Ou seja, temos uma solução que já sabemos a concentração, e uma solução que queremos descobrir a concentração. Como isso é feito? Através do experimento já descrito, o titulante é colocado no analito até que este chegue ao ponto de viragem.
A fenolftaleína, por exemplo, é rósea em meio básico. Assim, se adicionarmos algumas gotas em nosso analito (pode ser ácido sulfúrico, por exemplo), no momento em que essa solução começar a ficar rosada temos o nosso ponto de viragem, ponto em que a quantidade de H3O^+ e OH^ se igualam.
Não esqueçam do indicador - asseguro que não é legal esperar o ponto de viragem por horas só para descobrir que a fenolftaleína não foi colocada.
Texto por: Giovana Bagnara LuisiEstudante de Química
Referências:
(TITO), Francisco Miragaia Peruzzo; CANTO, Eduardo Leite do. Química: na abordagem do cotidiano. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2007. 760 p.
ATKINS,
Peter; JONES, Loretta. Princípios
de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 5.
ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. 1026 p. Tradução técnica: Ricardo Bicca
Alencastro.
